Monday, January 23, 2017

Opinião de uma leitora | "The Revival" de Stephen King



Olá queridos leitores!!

Hoje temos algo muito especial para vocês. Esta opinião foi escrita por uma seguidora assídua do blog. Foi a vencedora do passatempo que oferecia este maravilhoso livro e fico muito contente por poder partilhar a sua opinião no blog.

Ângela, muito obrigada pela dedicação e apoio.





Sinopse e opinião de Ângela Costa:


Sinopse:
Numa pequena cidade na Nova Inglaterra, mais de meio século atrás, uma sombra recai sobre um menino que brinca com soldadinhos de plástico no seu quintal. Jamie Morton olha para o alto e vê a figura impressionante do novo pastor. O reverendo Charles Daniel Jacobs, junto com a bela esposa e o filho, chegam para reacender a fé local. Homens, mulheres e crianças, todos ficam encantados pela família perfeita e os sermões contagiantes.

Jamie e o reverendo passam a compartilhar uma forte amizade, baseada numa obsessão secreta. Até que, uma desgraça atinge Jacobs e este é convidado a sair da cidade.

Décadas depois, Jamie, integrante de uma banda que vive na estrada, leva uma vida nómade ao estilo sexo, drogas e rock and roll, fugindo da própria tragédia familiar. Agora, com trinta e poucos anos, viciado em heroína, perdido, desesperado, Jamie reencontra o antigo pastor. O elo que os unia se transforma em um pacto que assustaria até o diabo, com sérias consequências para os dois, e Jamie percebe que “reviver” pode adquirir vários significados…

Opinião:
Nunca li um livro em que o presente e o passado fossem narrados praticamente em simultâneo. O que de nenhum modo tornou a compreensão do livro mais difícil ou entediante. Pelo contrário, conferiu-lhe uma certa dinâmica, que permitiu que conhecesse a história como se esta se passasse em dois mundos paralelos, onde o passado e o presente quase convergem. Isso foi exatamente o que aconteceu nas primeiras 100 paginas.
Até aqui tudo bem. A história fluiu a um ritmo constante, conseguindo prender – me à história de tal forma que li estas 100 páginas (aproximadamente), de uma só vez.
Foram vários os acontecimentos que me despertaram inúmeras emoções, desespero, tristeza, horror…, mas também houve lugar para o humor, alegria e um toque de sarcasmo.
“Ela seguia com cuidado, e por isso (mal) teve tempo de parar antes de atropelar a mulher que subia a cambalear pelo meio da estrada. Com um dos braços, a mulher carregava um embrulho gotejante agarrado ao peito. Um dos braços, era tudo o que Patsy Jacobs conseguiria usar, já que o outro tinha sido arrancado na altura do cotovelo. Seu sangue jorrava por todo o seu rosto. Um pedaço do couro cabeludo estava pendurado ao lado do ombro, com mechas sangrentas de cabelo esvoaçando ao sabor da leve brisa de outono. O olho direito estava na bochecha. Toda a beleza daquela mulher fora arrancada em um só instante. Como é frágil, a beleza.
— Ajude meu bebe! — gritou Patsy. (…) Patsy estendeu o embrulho e, quando Adele viu o que era — não um bebe, mas um menino com o rosto arrancado — cobriu os olhos e começou a gritar. Quando olhou de novo, Patsy estava de joelhos, como se fosse orar.”
Se a história tivesse acabado por ali, teria dado 5*, mas infelizmente, não foi isso que aconteceu.
A partir daqui a história torna -se monótona e um tanto quanto cansativa. O autor que é o narrador da história e a está a contar na primeira pessoa, relata de forma pouco interessante e as vezes até maçante sobre algumas décadas da sua vida, passadas entre concertos entre bandas pouco conhecidas, mulheres e consumo de drogas.
Mais lá para a frente, a história começa a prometer melhorias, mas também se ficou por aí.
Só mais para o fim do livro, quando finalmente o narrador revela qual é o verdadeiro objectivo de Charles Jacobs, é que as coisas voltam a ficar interessantes.
Ao ler o capitulo final não consegui deixar de me lembrar de uma série espetacularmente estranha e assustadoramente genial que costumava ver quando me encontrava nos primeiros estágios da minha adolescência, “The Twilight Zone” (2002 -2003). E tal como o autor também refere no inicio do livro, Mary Shelly, serviu de facto de inspiração para a criação desta obra.
Este é o meu primeiro livro de Stephen King, confesso que estava bastante entusiasmada com a ideia de ler o livro, no entanto não posso dizer que foi uma leitura espetacular. Apesar de ter gostado bastante da escrita fácil e simples de King, a história em si, não foi suficientemente cativante, o que não significa que no futuro não vá ler mais nenhum livro deste autor.
Queria agradecer a MaggieBooks, por esta oportunidade fantástica, de ler um autor que nunca antes tinha lido!
Muito obrigada pelo livro e por publicares a minha opinião!
Espero que esta vos tenha sido útil de alguma maneira ;)
Minha classificação: 3,5*

Digam-me o que acham da opinião da Ângela nos comentários.

Quem foi vencedor dos meus passatempos está livre de me enviar a sua opinião para publicar no blog :)

9 comments:

  1. Não é o meu género de leitura, mas a opinião foi bem específica, muitos parabéns :)

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  2. Obrigada pela partilha, gosto de conhecer outros pontos de vista sobre as leituras. Este autor é o meu favorito dentro do género.

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  3. Muito útil. Gostei bastante de ler esta opinião.

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  4. Obrigada pela opinião. Este é um livro que eu gostava de ler mas, se calhar, as minhas expectativas eram altas de mais.

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  5. Nunca li nada do King mas tenho curiosidade :p ver se consigo arranjar um tempinho para ele

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