Wednesday, August 16, 2017

Opinião: "Café Amargo" de Simonetta Agnello Hornby



Sinopse (wook):

O universo feminino, o estilo pormenorizado e o ambiente local que conquistaram os leitores de Elena Ferrante.

Café amargo acompanha a vida de uma mulher que não se curva perante o poder masculino.
O romance nasce na Sicília, mas a autora transporta-nos até muito mais longe.
A protagonista é uma mulher de paixões, marcada também por vários sofrimentos que engole com altivez, como se fosse uma chávena de café amargo. A história de Maria e das suas escolhas pouco convencionais retrata uma época decisiva da Europa.
Um romance histórico marcado por memórias pessoais e vividas.



Opinião (Daisy):

Alguém que muito me é querido ofereceu-me o livro Café Amargo de Simonetta Agnello Hornby e disse que eu iria gostar muito de o ler, não se enganou nem um bocadinho.
Comecei por saborear a descrição pormenorizada iniciada na Sicília. A figura principal deste romance histórico, Maria, é uma mulher com uma personalidade muito determinada e que não se deixa subjugar perante o poder do marido ou de outro homem que se atravesse no seu caminho numa época marcada pelas leis raciais antes da 2ª guerra Mundial.
A autora consegue, com a sua escrita, envolver-nos e cativar toda a nossa atenção através da descrição das personagens, dos acontecimentos e dos ambientes.

“Café amargo” é uma vida cheia de sabores amargos, que Maria, a personagem principal desta obra, quer contrariar provando a todos os que passam pela sua vida que a sua personalidade não tem nada de maldoso, mas sim, simpatia e gentileza.

Boas leituras!


Wednesday, August 9, 2017

Opinião "Outcast" Vol. 2 de Kirkman e Azaceta



Opinião (Maggie):

Depois de ler Outcast vol. 1 o leitor fica ansioso por saber mais sobre Kyle e por perceber o que realmente se passa.
A química entre as personagens é incrível... apesar dos desenhos não serem muito detalhados nem muito realistas, a expressividade é muito boa e bem elaborada. Eu, como leitora, senti-me, mais uma vez, dentro desta empolgante história.

Vi alguns episódios de Outcast na Netflix, mas preferia ter lido apenas a BD.  Apesar da série representar bem alguns detalhes, esta segue uma sequência um pouco diferente da Banda desenhada. Na verdade, estou a gostar muito mais de seguir os livros do que da série.

Gostei de como este volume está organizado. Conhecemos muito mais elementos que nos ajudam a compreender a história e as peças começam a encaixarem-se de cada vez mais rápido...

As cores são vibrantes e adaptam-se extremamente bem às situações. Quando algo mau está a acontecer, as sombras enchem parte das faces das personagens, o ambiente fica mais escuro e assustador... os momentos de tensão e de ação estão repletos de cor e movimento.
Quando está tudo calmo, o ambiente também se expressa com cores mais suaves.
Valorizo muito a preocupação com o uso das cores e acho que Paul Azaceta fez um óptimo trabalho.

Para além das cores, a forma como a história é contada através dos desenhos, das expressões e movimentos, agrada-me. Há momentos em que não existe uma única conversa entre as personagens nem é apresentada nenhuma linha de pensamento, e conseguimos compreender, claramente, o que se passa na cabeça das personagens.

Esta é uma excelente banda desenhada. Vou continuar a recomendá-la a todos vocês.

   Muito obrigada, G Floy Studio,



Boas leituras!



Monday, August 7, 2017

Opinião "Quando a Amizade me Seguiu até Casa" de Paul Griffin



Sinopse:

Ben é órfão, tem doze anos e nunca foi bom a fazer amigos. Depois de ter conhecido sucessivas famílias de acolhimento, está consciente de que as pessoas se podem afastar de um dia para o outro. Ben gosta de passar o seu tempo a ler livros de ficção científica. Porém, tudo muda na sua vida quando resgata um rafeiro que encontrou nas traseiras da biblioteca de Coney Island. Flip, o cãozito, leva-o a travar amizade com uma rapariga chamada Halley - sim, o mesmo nome do cometa. 

Halley também devora livros e convence Ben a escrever um romance com ela. À medida que a escrita do livro avança, Ben vê-se confrontado com uma série de peripécias e com o significado da amizade e da família. 

Opinião (Maggie):

Estou a passar por uma fase de leituras Young Adult. Não é o género que leio mais, mas no espaço de poucas semanas já li três romances direcionados para os mais novos.
Gosto quando termino uma leitura e fico a pensar em tudo aquilo que aprendi de novo e como ela foi importante para mim.
Este livro não foi muito especial... infelizmente, não o achei muito educativo. Estava à espera de algo diferente quando o comecei a ler.

A escrita é demasiado simples e pouco cuidada. A linguagem das crianças não é a mais desejada por parte dos pais ou identidades educadoras. Não contém palavrões, mas o “tipo” e o “yah” são palavras que os pais não costumam gostar que os filhos digam. Aparecem poucas vezes, mas achei importante referir. Muitos dos livros "Young Adult" contêm linguagem mais jovem, o que no meu ponto de vista não é algo mau.

Toda a base da história é interessante. A ideia de que um cão, outrora perdido e abandonado, alegra a vida de pessoas que precisam de atenção e cuidados; as amizades que são criadas e fortalecidas graças a este ser de quatro patas e como este ajuda o nosso protagonista a ultrapassar os piores desafios da sua vida, são conceitos interessantes, mas estão pouco desenvolvidos.
 No meu ver, esta história vai agradar a muitos, mas talvez não agrade tanto a mentes mais maduras.

Neste ponto de vista, acho importante referir que é uma boa história para contar em voz alta aos pequeninos — excluindo o “tipo” e o “yah” se assim desejarem. É muito simples e agradável. Só lhe faltava uma pitada de detalhe e emoção.

Esta opinião tem o apoio de:




Para mais informações sobre o livro clique aqui.

Tuesday, August 1, 2017

Opinião "A Química dos Nossos Corações"





Sinopse:

Henry Page não esperava apaixonar-se. Considera-se um romântico, mas nunca viveu aquele momento em que o tempo para, a barriga se enche de borboletas e a música começa a tocar, sabe-se lá onde. Pelo menos, até ao momento.

Então, conhece Grace Town, a esquiva nova colega de escola, que se veste com roupa de rapaz demasiado grande, apoia-se numa bengala, parece tomar banho poucas vezes e esconde segredos desconcertantes. Não é bem a rapariga de sonho que Henry esperava, mas quando os dois são escolhidos para coordenar o jornal da escola, a química acontece.

Depois de tantos anos a salvo do amor, Henry está prestes a descobrir como a vida pode seguir um caminho tortuoso e como, por vezes, os desvios são a parte mais interessante desse mesmo caminho.

Uma estreia brilhante que equilibra humor e corações partidos, lembrando-nos de como o primeiro amor pode ser agridoce.


Opinião (Maggie):

Este livro aborda um tema muito complicado. O amor. São usadas diariamente milhares de palavras diferentes para descrever aquilo que o amor nos transmite e como este nos faz sentir. Este livro conseguiu surpreender-me ao trazer algo de original ao tema.

A partir do momento em que o li, vou olhar para a sua lombada, impecavelmente posicionada na minha estante, e lembrar-me do quanto gostei de o ler.

Para vos ser muito sincera não costumo gostar muito de livros sobre amor adolescente, mas este traz-me muitas recordações, boas e más, daquilo que é gostar de alguém.

Está escrito de forma muito transparente e realista...
 A escrita é muito parecida com a de John Green. São usadas muitas referências a filmes, livros, séries, etc.
 A história em si, também me fez muito lembrar “Paper Towns”. Na realidade, não gostei muito deste livro de John Green, mas tem algumas semelhanças com este. Por exemplo, a rapariga por quem Henry se apaixona também age de uma forma indiferente para com os outros e também tem um sentido aventureiro acima do normal. Henry também é um rapaz tímido e pouco popular...
Bem, mas não estou aqui para falar de “Paper Towns”. São livros muito diferentes, têm apenas algumas semelhanças um com o outro.

Gostava que todos vocês, ou pelo menos aqueles que gostam de literatura Young Adult, leiam este livro. Foi dos poucos livros que me fez chorar durante a leitura e tenho que admitir que fiquei com uma pequena ressaca literária após o terminar.

A minha classificação para este livro é de cinco estrelas. Não acho que seja um livro perfeito, mas conectei muito com ele e quero voltar a lê-lo no futuro.

Muito obrigada, mais uma vez, à Porto editora pelo apoio dado ao blogue e por lançar livros tão bons.




Boas leituras!