Monday, April 24, 2017

Opinião "Céus Negros" de Ignacio del Valle | Porto Editora


Olá queridos leitores!





Sinopse (wook)


Espanha, 1950. Num país que ainda procura recuperar dos traumas da guerra, Arturo Andrade é chamado a investigar o misterioso assassinato de uma criança em Pueblo Adentro, uma aldeia a poucos quilómetros de Badajoz, a sua cidade natal, e centro da resistência anarquista da Extremadura. 

Arturo cedo se dá conta de que este crime é apenas a ponta do icebergue de uma bem montada rede de tráfico infantil que fez desaparecer mais de 30 mil crianças. Um elemento fundamental deste sórdido esquema é o Auxílio Social, instituição encarregada de «reeducar» os filhos dos prisioneiros republicanos, derrotados na Guerra Civil. Por detrás, uma teia de interesses que envolve as mais altas esferas do regime. 

Com este notável romance, Ignacio del Valle põe a nu a grande mentira de uma certa Espanha franquista, que sob a enganosa aparência de fomentar o progresso do país leva a cabo uma série de crimes atrozes, muitos dos quais passaram incólumes pelo crivo da História.

Opinião:

A princípio esperava que este livro tivesse um fundo mais histórico. Quando lemos a sinopse, esta dá-nos a ideia que o autor vai-nos contar um pouco sobre a história de Espanha, mas isso não acontece. Ao folhear as páginas do livro tive a sensação de que preciso de saber muito mais sobre o assunto do que aquilo que é descrito...

Na verdade, este era para ser um policial. E até gostei da base da história, assente no assassinato de uma criança. Até às últimas páginas estava a gostar muito do livro e a apreciar as suas adversidades e contratempos. O protagonista é alguém com muita história de fundo e isso é algo muito cativante, mas há um momento do livro em que toda a tensão e suspense tem um fim abrupto. Passei de um interesse flamejante para um aborrecimento total. Como isso aconteceu? Não sei bem...

Se este era para ser um policial então não entendo porque é que só falam de crime muito esporadicamente... Fala-se e fala-se dos problemas dos homens que combateram na guerra, e como as suas capacidades mentais e físicas não sãos as mesmas... mas o suspense e o crime ficam postos de parte.
Isto foi o que menos gostei. Estava à espera que o ritmo fosse crescendo de intensidade...

Mais informações históricas e mais crimes é o que todos os leitores iriam desejar ao ler este livro. Tenho pena que algo se tenha quebrado no desenvolver da história. Se tal não tivesse acontecido, a minha classificação seria muito mais alta.

De qualquer forma, a escrita é fantástica... o melhor deste livro será isso e as passagens a itálico narradas por uma menina.


Este é um dos livros de uma série policial, mas não senti que houvesse qualquer relacionamento com os mesmos. Se alguém quiser ler este volume de forma independente, poderá fazê-lo.

A minha classificação: 3/5 estrelas.


Muito obrigada:


Sunday, April 23, 2017

Opinião "Má Raça" de Jason Aaron e Ron Garney






Opinião:

Má Raça foi escrito por Jason Aaron e desenhada por Ron Garney. 
Jason Aaron é um autor extremamente popular no mundo das comics, já escreveu para algumas das mais famosas BD’s de super-heróis da Marvel. Não sou um fanático por comics de super-heróis, na realidade, nunca me interessou muito. No entanto, este livro não está, em nada, relacionado com super-heróis, sendo que este foi o seu primeiro livro de um género diferente.

É uma história de violência, maldade, vingança e redenção. Foi escrita e desenhada com desdém para com o politicamente correto. Repleta de acontecimentos intensos e perturbantes que te deixam desconfortável...
Centra-se num protagonista arrogante e violento chamado Ira Rath, um profissional a matar. A família Rath é conhecida por ter uma linhagem mergulhada em sangue e homicídios. E Ira não é exceção...



Quando comecei a ler esta BD fiquei com a ideia de que esta seria mais uma típica história de ação cheia de clichés e cenas previsíveis… Não foi o caso, nem tudo o que prevemos acontece, aliás, quase nada do que prevemos acontece, o que foi uma agradável surpresa.

Ron Garney optou por uma representação gráfica de elevado realismo. Gostei, particularmente, da atmosfera obscura presente em todo o livro, que enquadra perfeitamente nos acontecimentos.





Recomendo este livro a quem gosta de uma boa e crua história de ação, sem formalidades nem preconceitos. 

Contém linguagem que pode ser considerada imprópria.

Texto de: Nuno Patrocínio.

Muito obrigado:


Friday, April 21, 2017

Opinião "superalimentos" de Mafalda Rodrigues de Almeida

Olá queridos leitores!!




Sempre me disseram que tenho algum jeito para a cozinha. Fico contente quando ouço isso, mas às vezes sinto que não vario muito os meus cozinhados. Daí o interesse por estes livros de culinária. Nada melhor para fazer receitas novas....

Este livro veio, sem dúvida alguma, alegrar os nossos dias na cozinha. Tivemos de procurar novos ingredientes e vasculhar entre novos espaços, o que também ajudou a renovar o espírito... 

Sobre este livro tenho a dizer que o design é lindíssimo. Tudo salta à vista e permite uma grande facilidade ao preparar as receitas. 

Por exemplo, logo no início do livro, após o índice, temos uma secção que nos introduz os alimentos utilizados nas receitas.


Na fotografia em cima, podem ver o exemplo do Açaí, que, para vos ser muito sincera, é um alimento que desconhecia. 

Uma das receitas que preparei aqui em casa continha esse ingrediente e como não o encontrei no supermercado, não o usei. Infelizmente, sem ele o resultado não foi o mesmo. Como esse foi um caso um pouco infeliz, não o vou mostrar aqui.

Vamos seguir para as receitas que fizemos e que correram bem...

Risoto de cogumelos com espinafres e agrião:

A primeira foi um risoto de cogumelos com espinafres e agrião, que seguimos à risca! No momento de o provar, posso dizer-vos com toda a sinceridade que a primeira coisa que disse foi que esta é a melhor coisa que já provei na minha vida! 
Muitas tentativas de ser vegetariana já passaram pela minha alimentação diária, mas nenhuma com sucesso. Com receitas como esta, talvez no futuro isso seja possível.

Aqui está uma fotografia do meu prato recheado com risoto:


Hmmm...

Não me quero prolongar muito mais com as receitas que fiz, por isso, mostro-vos uma última:



(clica nas imagens para as poderes ver melhor) 

Acho que não vos posso mostrar a receita toda, mas esta foto ajuda-me a mostrar como estão organizadas as explicações das receitas. 

Os Tomates recheados com carne, quinoa e feijão:

Pode ser uma receita muito simples, mas nunca tinha feito tomates recheados. Tendo em conta a facilidade de confeção e o custo — tão reduzido — é algo que vou fazer muito mais vezes no futuro.




Este é a minha primeira publicação sobre culinária. Gostava muito que me dissessem o que acham dela. Vale a pena continuar a partilhar com vocês as minhas receitas e opiniões sobre livros deste género? 


Muito obrigada:




Thursday, April 20, 2017

Opinião "The Regulars" by Georgia Clark



Review:



I think the most important thing it's the message that this book carries with him. It tells us that we don't have to be someone else, that we should be ourselves… We don't have to be afraid to show our opinions, our ideas and mostly what we stand for.

As we follow the three best friends we noticed that this book it's like a fairytale. But it's not like the traditional fairytales, because everything they do when they are under the effect of “pretty” turns to disaster. The girls think that because of the prettiness, everything turns fine. But, as time goes, the girls realize they were wrong, totally wrong.
The only thing I didn't like was that at a determined time they seem to forget each other and behave like nothing's wrong. But in the beginning, it was established that they had to be careful.

We can make a parallel to the fairytale of Cinderella. She only had hours to meet her prince. But in this novel, the girls had a full week to do what they wanted. But like Cinderella, there were times that they had to run from people. That happened when they were changing to the normal hers.

So, the book shows the definition of what it's considered beautiful. This definition results in an unhappiness because people feel the need to change and to be accepted by others. And this is the reason I recommend the book. We have to be ourselves even if society tells us otherwise. The regulars girls also came to this conclusion.

The cover of the book really catches the eye, and the titles of the chapters are so funny… they have names of cosmetics like: Foundation, Shadow, Conceal and Blush.

I rated 4 stars.
I recommend it, it was a good and easy reading!

Our greatest thanks to Georgia Clark! 

Review by Helena - semtudo.pt